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Não nos conhecemos logo de cara, vez ou outra ouvia ou via algo que me fazia ver que tinhamos mais alguém em casa. A primeira vez que o vi foi em uma manhã, estava preparando meu desjejum quando o vi correr para fora para brincar, eu ignorante e bruta gritei assustando o coitado.
No começo ele tinha um porte atlético, corria bem, parecia saudável. Vivíamos uma rotina, de manhã ele saia, de tarde cuidava da casa e de noite durmia quietinho na cozinha. Não atrapalhava ninguém de fato, mas eu me assustava com seu jeito diferente de ser. Após alguns dias a boa vida lhe deu algum peso, já tinha dificuldade para correr, um glutão. Até o dia em que arquitetei um plano terrível para me livrar dele e pior: induzi o Eder a fazer isso. Como se pressentisse o perigo Asdrubal saiu um dia e após ver que sua estadia não era mais bem vinda foi embora.
Era isso que achávamos, depois de dias sem vê-lo, já corroída pelo remorço fui, por um acaso, perto da armadilha funestra que preparara e lá estava ele, posso dizer que estava pálido, com os olhos abertos com uma expressão de quem descobre a traição, posso dizer, mas seria mentira. Assim que vi seu corpo saí desesperada correndo para o quarto para o Eder, mais uma vez ele designado para o serviço sujo, desse um fim no corpo.
Asdrubal, como seu chará cartagiano foi traído e morto com uma punhalada no peito. O único bichinho de estimação que nos aceitou e voltou para nós jaz morto em algum lixão de Goiânia...
Não nos conhecemos logo de cara, vez ou outra ouvia ou via algo que me fazia ver que tinhamos mais alguém em casa. A primeira vez que o vi foi em uma manhã, estava preparando meu desjejum quando o vi correr para fora para brincar, eu ignorante e bruta gritei assustando o coitado.
No começo ele tinha um porte atlético, corria bem, parecia saudável. Vivíamos uma rotina, de manhã ele saia, de tarde cuidava da casa e de noite durmia quietinho na cozinha. Não atrapalhava ninguém de fato, mas eu me assustava com seu jeito diferente de ser. Após alguns dias a boa vida lhe deu algum peso, já tinha dificuldade para correr, um glutão. Até o dia em que arquitetei um plano terrível para me livrar dele e pior: induzi o Eder a fazer isso. Como se pressentisse o perigo Asdrubal saiu um dia e após ver que sua estadia não era mais bem vinda foi embora.
Era isso que achávamos, depois de dias sem vê-lo, já corroída pelo remorço fui, por um acaso, perto da armadilha funestra que preparara e lá estava ele, posso dizer que estava pálido, com os olhos abertos com uma expressão de quem descobre a traição, posso dizer, mas seria mentira. Assim que vi seu corpo saí desesperada correndo para o quarto para o Eder, mais uma vez ele designado para o serviço sujo, desse um fim no corpo.
Asdrubal, como seu chará cartagiano foi traído e morto com uma punhalada no peito. O único bichinho de estimação que nos aceitou e voltou para nós jaz morto em algum lixão de Goiânia...



3 comentários:
Ótimo, meu amor, ótimo mesmo. Adorei o seu relato sobre o Asdrubal, e não é puxação de saco, tu é foda mesmo.
oO
Quem ser o ser?
=***
Ele era um rato.
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